
A confirmação de dois novos casos de hanseníase em Rio Pardo entre junho e julho levou a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho (Semusa) a reforçar a busca ativa e o acompanhamento de contatos no distrito. Um dos diagnósticos ocorreu em uma pessoa idosa já com Grau 2 de Incapacidade Física, dado tratado pela própria secretaria como evidência de detecção tardia.
A resposta inclui capacitação de profissionais da Unidade de Saúde da Família de Rio Pardo, treinamento prático, uso do Questionário de Suspeição de Hanseníase em visitas domiciliares e avaliação de pessoas que tiveram convivência próxima com pacientes diagnosticados. A hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS.
- quantos casos foram confirmados e quando;
- por que a Semusa reforçou a busca ativa;
- quem está sendo capacitado;
- quais sinais merecem atenção;
- onde buscar atendimento e como funciona o tratamento.
hanseníase em Rio Pardo: dois casos motivam reforço da busca ativa
Segundo a Prefeitura, os dois novos registros de hanseníase em Rio Pardo foram confirmados entre junho e julho de 2026. A publicação oficial não apresenta série histórica do distrito, taxa por habitante ou comparação com anos anteriores. Por isso, os casos não devem ser tratados como surto, epidemia ou crescimento estatisticamente comprovado.
O caso identificado com Grau 2 de Incapacidade Física exige cuidado na interpretação. A fonte oficial relaciona o indicador à detecção tardia da doença, mas não informa quais alterações clínicas estavam presentes nem permite concluir que houve sequela irreversível, incapacidade permanente ou perda específica de movimentos.
A capacitação sobre hanseníase em Rio Pardo foi realizada nos dias 25 e 26 de agosto. No primeiro dia houve parte teórica pela manhã na Escola Rio Pardo e treinamento prático na USF durante a tarde. Nesta quarta-feira, as atividades práticas continuaram na unidade no período da manhã.
Equipes vão examinar contatos e buscar sinais suspeitos
Médicos, enfermeiros, cirurgiões-dentistas, técnicos de enfermagem e Agentes Comunitários de Saúde participam da ação. Os ACS foram orientados a aplicar o Questionário de Suspeição de Hanseníase durante visitas domiciliares, ferramenta usada para identificar pessoas que precisam de avaliação profissional.
Na prática, o reforço da busca ativa de hanseníase em Rio Pardo inclui o exame preventivo de pessoas que conviveram ou tiveram contato próximo com pacientes diagnosticados. A própria Prefeitura informa que a avaliação alcança contatos dos últimos cinco anos, sem limitar o acompanhamento apenas a parentes ou moradores da mesma casa.

Manchas com alteração de sensibilidade merecem avaliação
O Ministério da Saúde orienta que manchas na pele com redução ou alteração da sensibilidade ao toque, à dor, ao calor ou ao frio estão entre os sinais que precisam ser avaliados. Formigamento persistente, diminuição de força muscular e alterações em mãos, pés ou face também podem exigir investigação.
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Pele
Manchas com alteração de sensibilidade.
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Mãos e pés
Formigamento ou perda de força.
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Sensibilidade
Redução ao toque, dor, calor ou frio.
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Orientação
Procure uma unidade de saúde.
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Esses sinais não servem para autodiagnóstico. Moradores com suspeita de hanseníase em Rio Pardo podem procurar a USF Rio Pardo para avaliação. Não é recomendável interpretar qualquer mancha como hanseníase ou adiar o atendimento quando há alteração persistente de sensibilidade.
Hanseníase tem cura e tratamento gratuito pelo SUS
A hanseníase é uma doença infecciosa que afeta principalmente pele e nervos periféricos. Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão está associada principalmente ao contato próximo e prolongado com pessoa infectante que ainda não iniciou o tratamento. Abraços e compartilhamento de pratos, talheres ou roupas de cama não são formas típicas de transmissão.
O tratamento da hanseníase em Rio Pardo é disponibilizado gratuitamente pelo SUS. O Ministério da Saúde informa que, com o início adequado da terapia, a transmissão é interrompida e o acompanhamento costuma ocorrer na Atenção Primária. Também é importante que os contatos sejam avaliados por profissionais de saúde.
Em Rio Pardo, a ação da Semusa busca ampliar o reconhecimento precoce de suspeitas e qualificar o acompanhamento local. O reforço em torno da hanseníase em Rio Pardo deve ser entendido como medida de vigilância e cuidado, sem estigma e sem indicação de surto ou epidemia. A orientação sobre hanseníase em Rio Pardo também reforça que procurar atendimento cedo ajuda a reduzir complicações evitáveis.
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Fonte: Semusa. Via: Prefeitura de Porto Velho. Fonte complementar: Ministério da Saúde.
































