
A Polícia Federal deflagrou a operação Manto Protetor em 21 de agosto de 2026 e cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Rondônia. Uma ordem foi executada em Guajará-Mirim e a outra em Porto Velho, em investigação sobre a criação e divulgação de conteúdo sexual envolvendo uma adolescente com uso de inteligência artificial.
Segundo a PF, durante as diligências foi apreendido o aparelho celular utilizado na divulgação do material investigado. O dispositivo será submetido à perícia. A apuração continua e, até o momento, não há informação oficial de prisão, confissão, condenação ou conclusão sobre autoria.
- onde os dois mandados foram cumpridos;
- o que a Polícia Federal informou sobre o celular apreendido;
- como a inteligência artificial aparece na investigação;
- por que a perícia ainda é etapa necessária da apuração;
- quais cuidados preservam a adolescente e a presunção de inocência.
PF cumpre dois mandados em Guajará-Mirim e Porto Velho
Os mandados da operação Manto Protetor foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de Guajará-Mirim. De acordo com a Polícia Federal, as medidas tinham como objetivo localizar o investigado e apreender dispositivos eletrônicos considerados relevantes para o avanço da investigação.
A ação teve apoio da Polícia Civil de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Guajará-Mirim. A PF informou que o investigado seria professor da adolescente em uma instituição de ensino do município. Essa condição integra a linha investigativa e não deve ser apresentada como prova de responsabilidade criminal.

Celular apreendido será submetido à perícia
Na operação Manto Protetor, a PF afirmou ter apreendido o celular utilizado na divulgação do material. A corporação não informou, porém, que a produção do conteúdo tenha ocorrido nesse mesmo aparelho. Essa diferença é importante porque a perícia ainda deverá examinar o dispositivo e fornecer elementos técnicos para o prosseguimento da apuração.
Também não foi divulgado resultado pericial que confirme autoria ou detalhe como o material teria sido criado. Por isso, a operação Manto Protetor deve ser tratada como investigação em andamento. Mandados de busca, apreensão de equipamento e suspeitas reunidas no inquérito não equivalem a condenação.
A Polícia Federal informou ainda que as investigações prosseguem para verificar a eventual participação do investigado em crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. A nota oficial não apresenta denúncia criminal já oferecida nem sentença judicial.
Investigação apura manipulação de imagens reais com inteligência artificial
Segundo a PF, a operação Manto Protetor apura material de conteúdo sexual que teria sido produzido com inteligência artificial a partir da manipulação de imagens reais da adolescente, que era menor de idade à época dos fatos. O conteúdo teria sido divulgado por aplicativo de mensagens e alcançado pessoas do convívio da vítima.
O termo “deepfake” pode ajudar a explicar, de forma geral, conteúdos sintéticos ou manipulados por inteligência artificial, mas a Polícia Federal descreveu o caso como uso de IA e manipulação de imagens reais. Na cobertura da operação Manto Protetor, essa formulação evita atribuir à corporação uma classificação técnica que não aparece na nota oficial.
A matéria também não reproduz imagens, prints, perfis, conteúdo manipulado ou qualquer descrição gráfica do material investigado. O foco está nas diligências da Polícia Federal, nos mandados judiciais e nas próximas etapas de apuração.
Proteção da adolescente exige cuidado com identificação e linguagem
A operação Manto Protetor envolve uma vítima adolescente, o que exige proteção integral de sua identidade. Nome, idade exata quando desnecessária, série, turma, endereço, familiares, fotografia, perfil de rede social e qualquer informação que permita identificação direta ou indireta não devem ser divulgados.
Em etapa anterior do caso, o professor havia sido afastado cautelarmente enquanto os fatos eram apurados. A medida administrativa não representa punição definitiva nem comprovação de crime. A operação Manto Protetor acrescenta um novo desdobramento criminal, com mandados judiciais e apreensão de dispositivo, mas mantém a necessidade de separar suspeita, investigação e eventual responsabilização.
Até que a perícia e as demais diligências produzam novos elementos, o investigado deve ser tratado como investigado ou suspeito. A operação Manto Protetor segue sob responsabilidade da Polícia Federal, que informou que as investigações continuam.
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Fonte: Polícia Federal. Via: Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia.































