
A hepatite B em Porto Velho teve 215 registros divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) em 2025, contra 173 em 2024. A diferença é de 42 registros, uma alta de aproximadamente 24,3% — ou 24% quando arredondada. No mesmo levantamento municipal, a hepatite C passou de 141 para 133 registros, redução de cerca de 5,7%.
O aumento da hepatite B exige uma leitura cuidadosa. A própria Semusa relaciona parte da alta à ampliação da testagem e da capacidade de diagnóstico, que pode encontrar pessoas infectadas há mais tempo e que ainda não sabiam da condição. Portanto, mais registros não significam automaticamente que a transmissão cresceu 24%.
Hepatite B em Porto Velho: registros passaram de 173 para 215
O balanço da Prefeitura mostra 215 registros de hepatite B em 2025, frente a 173 no ano anterior. A Semusa também informou 133 registros de hepatite C, um de hepatite A e um de coinfecção B+D.
Hepatite B: 173 em 2024 → 215 em 2025 | +42 | +24,3%
Hepatite C: 141 em 2024 → 133 em 2025 | -8 | -5,7%
Esses dados são registros divulgados pela Semusa. A leitura da hepatite B em Porto Velho precisa considerar que, sem uma série comparável de testes nos dois anos, não é possível separar quanto da alta decorre de novas infecções e quanto vem da descoberta de casos antes não diagnosticados.
Hepatite B em Porto Velho: mais testes podem revelar infecções antes desconhecidas
No acompanhamento da hepatite B em Porto Velho, a ampliação da capacidade de testagem é um ponto central. No início de agosto, a Semusa capacitou profissionais da Atenção Primária e da Média Complexidade para testes rápidos de hepatites B e C, HIV e sífilis, com foco na descentralização do diagnóstico.
As hepatites virais podem permanecer sem sintomas por longos períodos. Com mais acesso ao teste, pessoas que já conviviam com a infecção podem entrar pela primeira vez nas estatísticas. Não foi localizada uma série oficial comparável com o total de testes de hepatite B em 2024, 2025 e no parcial de 2026; por isso, o efeito da testagem sobre a alta não pode ser quantificado com segurança.

Bases oficiais usam cortes diferentes para a hepatite B em Porto Velho
O Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2026, do Ministério da Saúde, traz uma série diferente. No recorte de casos confirmados por capital de residência no Sinan, Porto Velho aparece com 195 casos em 2024 e 199 em 2025. A taxa de detecção de 2025 foi 38,4 por 100 mil habitantes, a maior entre as capitais naquele recorte.
Os números federais não devem ser somados nem usados para “corrigir” o balanço municipal de 173 e 215. São recortes diferentes. O boletim nacional considera notificações no Sinan até 31 de dezembro de 2025 e informa que os dados dos últimos cinco anos são preliminares.
O Relatório Anual de Gestão da Semusa registra 346 notificações de hepatites virais no conjunto em 2025, contra 323 em 2024, e descreve qualificação do banco, retirada de duplicidades e mudança metodológica em critérios de inclusão. Esse é outro recorte e não deve ser confundido com a comparação específica de hepatite B divulgada agora.
Hepatite B em Porto Velho: testes rápidos e vacina estão disponíveis no SUS
A Semusa informa que testes rápidos para hepatites B e C são gratuitos na rede municipal, em unidades urbanas e rurais. Para quem busca diagnóstico de hepatite B em Porto Velho, a ampliação da testagem na atenção básica pode facilitar a identificação precoce de infecções silenciosas.
Para a hepatite B, a principal forma de prevenção é a vacinação, disponível no SUS para pessoas não vacinadas conforme o esquema indicado. A transmissão pode ocorrer pelo contato com sangue e outros fluidos corporais, inclusive em relações sexuais e pelo compartilhamento de objetos perfurocortantes contaminados. A infecção pode tornar-se crônica.
A hepatite C não possui vacina, mas o SUS oferece tratamento com antivirais de ação direta, que apresentam altas taxas de cura. A Semusa informou queda de 141 para 133 registros, cerca de 5,7%.
O principal recado dos dados de 2025 é, portanto, duplo: a Semusa identificou mais registros de hepatite B em Porto Velho e, ao mesmo tempo, ampliou ações capazes de encontrar infecções silenciosas. Sem uma série equivalente de testes e sem análise específica de incidência, não há base para concluir que a transmissão da hepatite B cresceu 24% em Porto Velho.
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Fontes: Prefeitura de Porto Velho/Semusa — publicação de 22/08/2026; Relatório Anual de Gestão da Semusa; Ministério da Saúde — Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2026; materiais oficiais do SUS sobre hepatites B e C.































