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Agro brasileiro ganha força no exterior e movimenta US$ 16 bilhões

Setor respondeu por 50,2% das vendas externas brasileiras e acumulou recorde de US$ 70,5 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026

Navio cargueiro em porto agrícola com soja, milho, algodão e carnes representando as exportações do agro brasileiro
O agronegócio brasileiro exportou US$ 16 bilhões em maio de 2026 e respondeu por mais da metade das vendas externas do país.

As exportações do agro brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, crescimento de 8,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O desempenho colocou o agronegócio como responsável por 50,2% de todas as vendas externas realizadas pelo país no período. O resultado foi impulsionado principalmente pela soja, pelas proteínas animais e pela ampliação das vendas de produtos que vêm conquistando espaço em novos mercados. O setor também encerrou o mês com superávit comercial de US$ 14,4 bilhões.

Agro respondeu por mais da metade das vendas externas

As exportações do agro brasileiro representaram 50,2% de tudo o que o Brasil comercializou com outros países em maio. O volume embarcado pelo setor cresceu 3,6%, enquanto o preço médio dos produtos vendidos ao exterior avançou 4,4%.

Exportações do agro brasileiro acumulam recorde em 2026

No acumulado entre janeiro e maio, as vendas externas do agronegócio chegaram a US$ 70,5 bilhões. O valor representa crescimento de 4,6% e estabelece um novo recorde para os cinco primeiros meses do ano.

Enquanto as exportações do agro brasileiro avançaram, as importações de produtos agropecuários recuaram 3,6% e totalizaram US$ 1,6 bilhão em maio. A diferença entre compras e vendas externas gerou um saldo positivo de US$ 14,4 bilhões, aumento de 9,7% em relação ao mesmo mês de 2025.

Principais números de maio

US$ 16 bilhõesTotal exportado pelo agronegócio em maio.
8,2%Crescimento sobre o mesmo mês de 2025.
50,2%Participação nas exportações totais do país.
US$ 14,4 bilhõesSuperávit comercial registrado pelo setor. 

China amplia compras e mantém liderança

A China permaneceu como o principal destino dos produtos do agronegócio nacional. As compras alcançaram US$ 6,3 bilhões em maio, crescimento de 12,8% na comparação com o mesmo mês de 2025.

O mercado chinês respondeu por uma participação próxima de 40% na pauta exportadora do setor. A União Europeia ocupou a segunda posição, com US$ 2,4 bilhões em compras, equivalentes a 15% do total e alta anual de 5,4%.

Os Estados Unidos aparecem na sequência, com US$ 837 milhões em importações e participação de 5,2%. Apesar da posição entre os principais destinos, houve redução de 28% em relação ao resultado do ano anterior.

Bangladesh, Tailândia, Vietnã, Paquistão, Turquia e Jordânia também ampliaram significativamente as aquisições de produtos agropecuários brasileiros durante o mês.

Novos mercados ampliam o alcance do setor

Desde 2023, o Brasil contabiliza 639 aberturas de mercado e mais de 250 ampliações comerciais. A estratégia ajuda as exportações do agro brasileiro a alcançar novos compradores e reduz a dependência de poucos destinos internacionais.

Soja e carnes impulsionam exportações do agro brasileiro

A soja em grãos permaneceu como o principal produto vendido pelo agronegócio nacional. As exportações somaram US$ 6,3 bilhões, aumento de 14,6% em relação a maio do ano passado.

O volume embarcado chegou a 14,8 milhões de toneladas, crescimento de 5,1%. Considerando todo o complexo soja, as vendas externas alcançaram US$ 7,5 bilhões, com avanço de 16,3%.

O desempenho do grão reforçou o peso das exportações do agro brasileiro na balança comercial. Além da soja, as três principais proteínas animais exportadas pelo Brasil registraram recordes de valor e volume para um mês de maio.

A carne bovina in natura movimentou US$ 1,7 bilhão, crescimento de 50,2%. Os embarques atingiram 262 mil toneladas, aumento de 20,2% na comparação anual.

A China foi responsável por US$ 1 bilhão em compras de carne bovina, o equivalente a 61,4% das exportações brasileiras do produto no mês.

A carne de frango in natura alcançou US$ 883 milhões, alta de 40%. O volume exportado chegou a 442 mil toneladas, avanço de 32,3%, com embarques destinados a mais de 135 mercados.

A carne suína in natura registrou US$ 278 milhões em vendas externas, crescimento de 1,4%. O volume embarcado somou 111 mil toneladas, alta de 5% e novo recorde para o período.

Segmentos que se destacaram

  • Complexo soja: US$ 7,5 bilhões e alta de 16,3%.
  • Proteínas animais: US$ 3,2 bilhões e avanço de 38%.
  • Fibras e produtos têxteis: US$ 483 milhões e alta de 39,6%.
  • Algodão: US$ 450 milhões e crescimento de 45,3%.
  • Óleo de milho: US$ 28,5 milhões e aumento de 798%.

Produtos menos tradicionais conquistam espaço

Sementes de gergelim, rações para animais domésticos, amendoim, arroz, pães, biscoitos, produtos de pastelaria e erva-mate registraram resultados recordes em valor ou volume exportado.

O avanço desses produtos mostra que as exportações do agro brasileiro estão se tornando mais diversificadas. Outro destaque foi o DDG, sigla em inglês para grãos secos de destilaria, subproduto da indústria de biocombustíveis de milho utilizado principalmente na alimentação animal.

Entre janeiro e maio, as exportações brasileiras de DDG somaram US$ 130 milhões, crescimento de 37,7%. O volume embarcado alcançou 555 mil toneladas, aumento de 30,5% e recorde histórico para o período.

Desde 2023, foram abertos 21 novos mercados para o produto. Nos cinco primeiros meses de 2026, os principais destinos foram China, com US$ 63,2 milhões; Turquia, com US$ 31 milhões; Vietnã, com US$ 11,5 milhões; e Nova Zelândia, com US$ 7,5 milhões.

Resultado reforça presença brasileira no comércio mundial

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o desempenho demonstra a capacidade do Brasil de atender à demanda internacional por fornecedores competitivos e previsíveis.

O resultado das exportações do agro brasileiro também reflete a força dos produtores, da agroindústria, das cooperativas e dos exportadores, além da estratégia de abertura e ampliação de mercados internacionais.

Em um cenário marcado por incertezas geopolíticas e reorganização dos fluxos comerciais, o país ampliou destinos e fortaleceu diferentes cadeias produtivas. O avanço de grandes complexos, como soja e carnes, ocorreu ao mesmo tempo em que produtos menos tradicionais ganharam espaço.

Com recorde no acumulado do ano, as exportações do agro brasileiro mantêm participação decisiva na balança comercial e fortalecem a presença do país no mercado internacional.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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