
Os casos confirmados de dengue, chikungunya e zika apresentaram queda em Rondônia no recorte comparativo divulgado pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa). O boletim publicado em 26 de agosto mostra redução de 42% nas confirmações de dengue, 77% nas de chikungunya e 22% nas de zika em relação ao mesmo período de 2025.
Apesar da publicação recente, os dados sobre arboviroses em Rondônia estão consolidados somente até 11 de julho, correspondente à Semana Epidemiológica 27. Por isso, os números não devem ser tratados como retrato de agosto. A base utilizada reúne registros dos sistemas Sinan-Web e Sinan-Net e pode ser atualizada à medida que novas notificações sejam incorporadas.
- quanto caíram os casos confirmados de dengue, chikungunya e zika;
- qual é o período real dos dados usados no boletim;
- quais óbitos aparecem no recorte epidemiológico;
- por que situação satisfatória não significa risco zero;
- como interpretar o índice de infestação do Aedes.
Casos confirmados caem nas três arboviroses
O acompanhamento das arboviroses em Rondônia mostra recuo nas três doenças transmitidas pelo Aedes avaliadas no documento. A dengue passou de 1.516 confirmações no recorte de 2025 para 874 em 2026, queda de 42%. Na chikungunya, as confirmações caíram de 3.705 para 862, redução de 77%. A zika passou de 37 para 29 casos confirmados, recuo de 22%.
A queda nas confirmações de arboviroses em Rondônia precisa ser lida dentro do período definido pela Agevisa. O boletim não informa a situação epidemiológica fechada até 26 de agosto, mas apresenta dados acumulados apenas até 11 de julho. Essa diferença temporal é essencial para evitar a interpretação de que os números representem a realidade “de hoje”.
O documento oficial também ressalta que os registros podem sofrer alteração. Municípios alimentam os sistemas de vigilância epidemiológica e novas informações podem modificar totais posteriormente. O boletim pode ser consultado na página de boletins epidemiológicos do Governo de Rondônia.
Dengue fecha período com 874 confirmações
Entre as arboviroses em Rondônia, a dengue registrou 3.690 notificações em 2026 no período analisado. Destas, 874 foram confirmadas, 397 permaneciam em investigação e 2.419 haviam sido descartadas. O boletim não registra óbitos por dengue no período apresentado de 2026.
Esse dado não autoriza afirmar que Rondônia não teve mortes por dengue em todo o ano. A formulação correta precisa respeitar o recorte epidemiológico do documento. Em 2025, no mesmo intervalo comparativo, foram 11.066 notificações, 1.516 confirmações, 416 casos em investigação, 9.134 descartes e dois óbitos.

Chikungunya registra um óbito no recorte
Na chikungunya, o boletim de arboviroses em Rondônia apresenta 2.067 notificações, 862 confirmações, 222 casos em investigação e 983 descartes em 2026. Também registra um óbito no período analisado, com ocorrência em Rolim de Moura. O documento não traz, no resumo utilizado nesta matéria, idade, perfil ou data da morte.
| Dengue 0 no recorte |
Chikungunya 1 |
| Zika 0 |
Local informado Rolim de Moura |
A zika, por sua vez, somou 529 notificações, 29 confirmações, oito casos em investigação e 492 descartes. Não há óbitos por zika registrados no recorte. A leitura conjunta das arboviroses em Rondônia mostra melhora nos percentuais, mas não significa ausência de transmissão ou encerramento do risco epidemiológico.
Dados têm defasagem e indicadores medem situações diferentes
O Arbovirômetro estadual classifica a situação de dengue, chikungunya e zika como satisfatória, mas essa classificação das arboviroses em Rondônia não significa risco zero. Municípios podem permanecer em alerta ou aparecer classificados como surto dentro do ciclo epidemiológico, mesmo quando houve melhora local ao longo do período.
| SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA Satisfatória no estado |
RISCO ZERO? Não |
| LIRAa/LIA Índice vetorial |
INFESTAÇÃO 2,11% em abril/maio |
| “SURTO” Pode permanecer até o fechamento do ciclo |
DADOS Podem ser atualizados |
O levantamento vetorial citado no documento é mais antigo: o índice médio estadual de infestação foi de 2,11%, classificado como alerta, com referência a abril e maio. Esse indicador mede presença do mosquito e não deve ser confundido com a incidência das doenças. A diferença ajuda a interpretar as arboviroses em Rondônia sem transformar indicadores distintos em contradição.
O boletim também registra 129.104 visitas domiciliares no terceiro ciclo e apresenta o indicador de 19,29%. Esse percentual não deve ser automaticamente descrito como cobertura da população. Para acompanhar as arboviroses em Rondônia, o ponto central continua sendo combinar os dados de casos com vigilância vetorial e atualização permanente das bases.
O acompanhamento das arboviroses em Rondônia exige leitura do período correto.
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Source: Agevisa. Via: Governo do Estado de Rondônia.




























