A Flona do Bom Futuro, em Rondônia, entrou em uma nova etapa do processo de concessão do Lote 2. O Serviço Florestal Brasileiro programou reunião virtual para 6 de outubro e visitas técnicas de campo para 14, 15 e 16 de outubro, com acompanhamento do ICMBio.
O ponto principal para o leitor é este: a concessão não vende a floresta. A área continua pública, e o que está em disputa é o direito de executar atividades previstas em contrato, com regras de restauração, uso sustentável e geração de ativos ambientais.
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➜ O que é a Flona do Bom Futuro
➜ Por que concessão não significa venda
➜ O que o Lote 2 pretende restaurar
O que é a Flona do Bom Futuro
A Flona do Bom Futuro é uma unidade de conservação federal de uso sustentável localizada em Rondônia, no bioma Amazônia. O ICMBio informa área total de 100.075,13 hectares e plano de manejo aprovado.
Uma Floresta Nacional pode conciliar conservação, pesquisa e uso econômico controlado, desde que as atividades sigam as regras ambientais e o planejamento da unidade.
A concessão autoriza atividades definidas em contrato, mas não transfere a propriedade da floresta.
Por que concessão não significa venda
Na concessão florestal, o poder público seleciona por licitação quem poderá executar atividades autorizadas em determinada área por tempo definido e sob fiscalização.
No caso da Flona do Bom Futuro, o processo envolve um lote de 39.276,10 hectares. O edital estabelece as condições da disputa, mas ainda não representa contrato executado nem empresa vencedora.
A titularidade permanece pública. A empresa vencedora, quando houver, ficará limitada às atividades e obrigações previstas no contrato.
O que o Lote 2 pretende restaurar
O edital cobre cerca de 39 mil hectares, mas a área destinada à restauração ao longo do contrato é de aproximadamente 6 mil hectares. O projeto admite espécies nativas e sistemas de silvicultura dentro das regras técnicas previstas.
Isso significa recuperar áreas degradadas sem liberar uso irrestrito da unidade. Zonas preservadas e demais restrições ambientais continuam valendo.
A restauração faz parte do projeto de longo prazo, mas o resultado depende da execução do futuro contrato e do cumprimento das metas previstas.
Como entram os créditos de carbono
Créditos de carbono são certificados ligados à redução ou remoção de gases de efeito estufa. Neste projeto, a lógica é associar a recuperação da vegetação à medição de carbono capturado ou evitado, conforme metodologias e regras aplicáveis.
A possibilidade de gerar créditos não significa dinheiro automático. A restauração precisa ser executada, o resultado ambiental precisa ser medido e os créditos dependem de validação e das condições do mercado.
Quem pode se beneficiar em Rondônia
Se o projeto avançar e o contrato for executado, podem surgir demandas para viveiros, produção de sementes e mudas, mão de obra, serviços técnicos, logística, monitoramento e outras atividades ligadas à restauração.
Comunidades do entorno e governos locais também podem ser alcançados por mecanismos previstos na concessão, mas isso deve ser tratado como benefício potencial. O edital, por si só, não garante número de empregos, renda imediata ou repasses já realizados.
Está prevista reunião virtual em 6 de outubro, das 16h às 18h, para orientar a logística das visitas técnicas. As visitas de campo estão marcadas para 14, 15 e 16 de outubro, acompanhadas pelo ICMBio.
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Fonte e estágio da informação: o Lote 2 da Flona do Bom Futuro está em processo de licitação. Estão confirmadas a área de 39.276,10 hectares, a proposta de restauração de aproximadamente 6 mil hectares e a etapa de reuniões e visitas técnicas. Ainda não há contrato executado nem vencedor definido. Página oficial do SFB.
































