
A cadeia produtiva da carne de jacaré do Cuniã terá uma nova etapa de estruturação da Indicação Geográfica entre 1º e 6 de setembro de 2026, na Reserva Extrativista Lago do Cuniã, em Porto Velho. O trabalho dará continuidade ao diagnóstico concluído em 2025.
A programação de setembro integra a construção técnica da proposta e não representa concessão do registro. O reconhecimento depende de organização documental, definição coletiva das regras, eventual pedido ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial e análise do processo.
- quando ocorrerá a nova etapa da carne de jacaré do Cuniã;
- como o diagnóstico de 2025 será aproveitado;
- o que uma Indicação Geográfica identifica;
- como território, comunidade e rastreabilidade entram no processo;
- por que o registro ainda não pode ser tratado como concedido.
Etapa da carne de jacaré do Cuniã ocorrerá em setembro
As atividades serão realizadas dentro da Resex Lago do Cuniã, entre os dias 1º e 6. A agenda deverá aprofundar a identificação da origem, da identidade e das características do produto, reunindo informações que possam sustentar uma proposta coletiva ligada ao território.
A construção da proposta da carne de jacaré do Cuniã parte do diagnóstico feito em 2025. Esse tipo de preparação envolve organizar produtores e instituições, delimitar a área relacionada ao produto, reunir documentos, definir formas de controle e estabelecer regras que possam ser cumpridas pelos participantes.
2025: diagnóstico da cadeia e do vínculo territorial.
1º a 6 de setembro: continuidade da construção técnica na Resex.
Etapa atual: estruturação da origem, da identidade e das características do produto.
Registro: ainda depende das fases formais de pedido e análise.
Indicação Geográfica identifica a ligação entre produto e território
Uma Indicação Geográfica identifica produto ou serviço associado a uma origem territorial quando o local se tornou conhecido ou quando uma qualidade ou característica está vinculada à origem. Para a carne de jacaré do Cuniã, a preparação busca organizar os elementos que demonstram essa relação com a reserva e com o modo de produção local.
Estruturar a proposta é diferente de receber o reconhecimento. O pedido precisa ser preparado com documentação adequada, protocolado eletronicamente e acompanhado durante as etapas de análise do INPI. O processo pode exigir correções, complementações e novos documentos antes de uma decisão.
Origem: ligação do produto com uma área geográfica definida.
Identidade: práticas e conhecimentos associados ao território.
Características: elementos que diferenciam o produto e precisam ser demonstrados.
Regras coletivas: critérios de produção, controle e uso do nome geográfico.
Carne de jacaré do Cuniã depende de manejo regulamentado e participação comunitária
O manejo de crocodilianos na reserva é regulamentado e voltado ao controle populacional, com participação de comunidades tradicionais. A atividade também está relacionada à geração de trabalho e renda, sem ser tratada como caça ou como exploração sem controle ambiental.
Semagric, ICMBio, Ibama e Sebrae participam da iniciativa. O Ibama atua na emissão da Guia de Transporte pelo SisFauna para os couros e no licenciamento do abatedouro. Essas etapas ajudam a documentar origem, transporte e processamento dentro da cadeia regulamentada.
Comunidade: participação dos moradores ligados à cadeia produtiva.
Território: definição da área associada à origem do produto.
Rastreabilidade: registros que permitam acompanhar origem e movimentação.
Processamento: cumprimento das exigências aplicáveis ao abatedouro e ao transporte.
Próximos passos dependerão da organização documental
A etapa de setembro deverá aproximar a documentação da realidade produtiva da Resex e detalhar a relação da carne de jacaré do Cuniã com o território. Também poderá ajudar a consolidar critérios coletivos, formas de controle e referências territoriais, elementos necessários antes de avançar para um pedido formal.
O avanço da carne de jacaré do Cuniã representa uma fase de construção, não uma certificação concluída. A valorização econômica, o acesso a novos mercados e o fortalecimento da cadeia são objetivos possíveis, mas dependerão da organização dos participantes e das decisões das etapas posteriores.




























