
Uma pesquisa nacional sobre hábitos de consumo digital mostra que 32% dos pais e responsáveis entrevistados afirmam já ter flagrado filhos fazendo compras sem autorização em aplicativos, jogos ou outras plataformas. O levantamento foi realizado pela Serasa com o Instituto Opinion Box e ouviu 1.066 pessoas com filhos de até 18 anos.
O dado não significa que 32% das crianças brasileiras façam compras escondidas. Ele representa a experiência relatada pelos adultos entrevistados entre 31 de agosto e 15 de setembro de 2026. Em 60% dos casos relatados, o gasto chegou a até R$ 100.
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➜ O que a pesquisa realmente mostrou
➜ Quanto foi gasto nos casos relatados
➜ Redes sociais e desejo de consumo
O que a pesquisa realmente mostrou
O estudo ouviu 1.066 pais e responsáveis por meio de entrevistas online. A margem de erro informada é de três pontos percentuais. Entre os participantes, 32% disseram já ter identificado compras sem autorização feitas pelos filhos em ambientes digitais.
O percentual se refere ao que os pais e responsáveis entrevistados relataram. Não é correto transformar o resultado em “32% das crianças brasileiras compram escondido”.
A pesquisa também mostra que, além das compras sem autorização, 86% dos pais afirmam conversar sobre segurança digital e que 72% se veem como a principal fonte de educação financeira dos filhos. Outros 75% dizem que os filhos participam de decisões de compra da família.
Quanto foi gasto nos casos relatados
Entre os responsáveis que disseram já ter enfrentado compras sem autorização, 60% relataram gasto de até R$ 100. Esse número não representa gasto médio: ele indica apenas a faixa de valor informada na maior parte desses episódios.
Compras dentro de jogos, assinaturas, moedas virtuais e itens digitais podem ocorrer com poucos toques quando cartões ou carteiras digitais permanecem salvos. Por isso, o risco aumenta quando não há senha adicional, biometria ou confirmação antes de cada pagamento.
A pesquisa não cria nova regra para plataformas ou famílias. Ela ajuda a identificar situações em que configurações simples de segurança podem evitar cobranças inesperadas.
Redes sociais e desejo de consumo
O levantamento informa que 60% dos filhos usam redes sociais e 31% têm conta própria. Além disso, 53% dos entrevistados acreditam que as redes sociais aumentam o desejo de consumo das crianças e adolescentes.
Esse dado deve ser entendido como percepção dos pais, e não como prova científica de causa e efeito. No contexto de compras sem autorização, ele ajuda a explicar por que o consumo digital exige acompanhamento próximo. Ainda assim, ele ajuda a mostrar por que publicidade, influenciadores e conteúdos patrocinados passaram a entrar nas conversas familiares sobre consumo.
Explicar a diferença entre anúncio, conteúdo patrocinado, item virtual e compra real ajuda crianças e adolescentes a perceber que cliques dentro de aplicativos podem gerar cobrança no orçamento da família.
Como reduzir compras não autorizadas
Para diminuir o risco de novas compras sem autorização, pais e responsáveis podem revisar as configurações de pagamento dos aparelhos usados pelos filhos. A primeira medida é exigir senha, PIN ou biometria antes de qualquer compra.
Também vale conferir cartões salvos, desativar compras com um toque, revisar assinaturas ativas e usar ferramentas de controle parental. Em jogos e aplicativos, alertas de gasto e limites de compra ajudam a acompanhar cobranças antes que elas se acumulem.
Ative confirmação por senha ou biometria, remova cartões que não precisam ficar salvos, desative compras automáticas, revise assinaturas, acompanhe gastos em jogos e converse sobre publicidade e consumo.
O que o levantamento significa para Rondônia
A pesquisa tem abrangência nacional e não traz recorte estadual confirmado. Portanto, não é correto afirmar que 32% dos pais de Rondônia enfrentaram esse problema. O resultado, porém, é útil para famílias do estado porque aplicativos, jogos, cartões digitais e assinaturas fazem parte da mesma rotina de consumo.
Na prática, o alerta para Rondônia é o mesmo: reduzir facilidades de pagamento sem confirmação e acompanhar o uso de plataformas digitais por crianças e adolescentes. A prevenção contra compras sem autorização combina configuração técnica e educação financeira dentro de casa.
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Fonte e estágio da informação: a matéria usa dados de pesquisa divulgada pela Serasa e realizada com o Instituto Opinion Box, com 1.066 pais e responsáveis, entrevistas online entre 31 de agosto e 15 de setembro de 2026 e margem de erro de três pontos percentuais. O levantamento é nacional e não fornece percentual específico para Rondônia.





























