
O piso dos professores da educação básica pública passou a ser de R$ 5.130,63 em 2026. A atualização foi confirmada com a sanção da Lei 15.437/2026, que estabelece novas regras para a correção anual da remuneração mínima dos profissionais do magistério em todo o país.
O novo valor representa reajuste de 5,4% sobre os R$ 4.867,77 pagos anteriormente. Segundo o Governo Federal, a mudança assegura ganho real de 1,5 ponto percentual acima da inflação e amplia a proteção salarial da categoria.
Reajuste supera inflação e amplia remuneração
Piso dos professores terá proteção contra perdas
A nova legislação determina que a atualização do piso dos professores não poderá ficar abaixo da inflação acumulada no período anterior. A regra busca impedir que a remuneração mínima nacional perca poder de compra ao longo dos anos.
Caso o modelo antigo tivesse sido mantido, o aumento previsto para 2026 seria de apenas 0,37%. Com a mudança aprovada, o reajuste alcançou 5,4%, garantindo uma diferença significativa na remuneração dos profissionais da educação básica.
Na prática, a nova fórmula do piso dos professores cria uma referência mais estável para estados e municípios planejarem seus orçamentos. Também reduz a possibilidade de correções muito baixas em anos de menor crescimento das receitas vinculadas à educação.
Regra anterior e novo cálculo
Modelo anterior
O reajuste estimado seria de apenas 0,37% em 2026.
Nova legislação
A correção chegou a 5,4%, com ganho acima da inflação.
Contratados temporários também entram no benefício
Uma das principais mudanças é a inclusão dos profissionais contratados por tempo determinado. Esses trabalhadores passam a ter direito ao piso dos professores, nas mesmas condições asseguradas aos demais integrantes do magistério público da educação básica.
A ampliação alcança docentes que atuam em redes públicas por meio de contratos temporários. Até então, diferenças na interpretação das regras poderiam criar desigualdades entre profissionais que exerciam funções semelhantes dentro das escolas.
Com a nova lei, o piso dos professores passa a servir como referência também para esses vínculos. A mudança é relevante porque muitas redes recorrem a contratos temporários para suprir afastamentos, ampliar turmas ou atender necessidades emergenciais.
Quem passa a ser alcançado
MEC deverá divulgar memória de cálculo
A Lei 15.437/2026 também amplia a transparência na definição do piso dos professores. O Ministério da Educação deverá publicar a memória de cálculo utilizada em cada atualização anual, permitindo o acompanhamento dos índices e critérios aplicados.
Com isso, governos, sindicatos, profissionais da área e a sociedade poderão consultar como o novo valor foi formado. A medida pretende reduzir divergências e tornar mais claro o processo de atualização da remuneração nacional.
A divulgação detalhada também poderá facilitar negociações locais e o controle social. Ao conhecer os dados usados no cálculo, redes de ensino terão mais segurança para aplicar o reajuste e explicar eventuais adequações administrativas.
O que a lei passa a garantir
Correção não pode ficar abaixo do índice acumulado.
MEC deverá apresentar os dados usados no cálculo.
Profissionais temporários também serão contemplados.
O novo piso dos professores foi definido inicialmente pelo Governo Federal em janeiro e posteriormente analisado pelo Congresso Nacional. Com a sanção presidencial, as mudanças passam a integrar definitivamente a legislação do magistério público.
A atualização representa uma medida de valorização profissional e reforça a importância dos educadores na manutenção da escola pública. Estados e municípios devem observar as regras nacionais na organização das remunerações de suas redes.
Embora o piso dos professores funcione como referência nacional, a aplicação depende da organização de cada rede de ensino e das regras locais de carreira. Por isso, docentes devem acompanhar comunicados de secretarias estaduais e municipais sobre cronogramas, folhas de pagamento e eventuais diferenças retroativas.
Além do aumento imediato, a proteção contra reajustes inferiores à inflação cria uma referência mais estável para os próximos anos. Dessa forma, o piso dos professores passa a contar com critérios mais claros, maior transparência e alcance ampliado.
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