sábado, outubro 10, 2026
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Semusa orienta acesso a calçados terapêuticos para pé diabético em Porto Velho

Sapatos e palmilhas são feitos sob medida para pacientes com indicação clínica após avaliação na Atenção Primária e encaminhamento pela Regulação.

Profissional de saúde ajusta calçado terapêutico em paciente com indicação clínica
Pacientes com indicação clínica podem ser encaminhados pela rede pública para receber calçados e palmilhas terapêuticas sob medida.

Pacientes com diabetes acompanhados pela rede municipal de Porto Velho podem ter acesso gratuito a sapatos e palmilhas terapêuticas quando houver indicação clínica para prevenção de complicações do pé diabético. O caminho começa na Unidade Básica de Saúde (UBS), e não na retirada direta do material.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) reforçou o fluxo nesta segunda-feira, 5 de outubro. Nas UBS, médicos e enfermeiros avaliam sensibilidade e circulação dos pés e, quando identificam necessidade de proteção ortopédica, encaminham o paciente pela Regulação do SUS.

Quem pode ser encaminhado

O atendimento é voltado a pessoas com diabetes que apresentem risco identificado após avaliação da equipe de saúde. A presença de diabetes, sozinha, não significa entrega automática de calçado. A indicação depende das condições encontradas nos pés e da necessidade de adaptação ou proteção.

O acompanhamento ocorre principalmente dentro do Hiperdia e da Atenção Primária. A avaliação do pé diabético busca identificar perda de sensibilidade, alterações de circulação e outros sinais que aumentem o risco de feridas e complicações.

NÃO É RETIRADA DIRETA

O paciente não vai diretamente à oficina buscar o produto. O acesso depende de avaliação na UBS, indicação clínica e encaminhamento pelo sistema de Regulação do SUS.

Como funciona o passo a passo

O primeiro passo é procurar a UBS de referência e manter o acompanhamento do diabetes em dia. Médicos e enfermeiros verificam sensibilidade e circulação dos membros inferiores. Se houver necessidade clínica, a equipe faz o encaminhamento pela Regulação.

Depois, o paciente passa por triagem e moldagem personalizada. A peça é produzida conforme a anatomia e a necessidade identificada. Esse fluxo permite que o atendimento ao pé diabético seja vinculado à avaliação profissional, em vez de uma distribuição genérica.

RESUMO DO FLUXO

UBS → avaliação dos pés → indicação clínica → Regulação do SUS → triagem e moldagem → confecção da peça terapêutica.

Arte sobre calçados terapêuticos e palmilhas para prevenção de complicações do pé diabético
Sapatos e palmilhas terapêuticas são produzidos sob medida após avaliação e encaminhamento pela rede pública.

Como os calçados ajudam

O diabetes pode provocar neuropatia e reduzir a percepção de dor, temperatura e pressão nos pés. Com menos sensibilidade, pequenas feridas podem passar despercebidas e evoluir. A prevenção do pé diabético depende de acompanhamento regular e atenção a mudanças na pele e na circulação.

Sapatos e palmilhas adaptados ajudam a reduzir atrito, distribuir melhor a pressão durante a caminhada e proteger áreas de maior risco. Eles não substituem consultas, controle do diabetes nem cuidados diários, mas podem integrar a estratégia preventiva quando há indicação.

PREVENÇÃO CONTINUA IMPORTANTE

Mesmo com calçado terapêutico, o paciente precisa manter acompanhamento e procurar atendimento se perceber feridas, mudanças de cor, inchaço ou outras alterações nos pés.

Onde as peças são confeccionadas

Segundo a Semusa, a confecção é realizada na oficina ortopédica do Centro de Reabilitação Santa Marcelina. O paciente chega ao serviço depois do encaminhamento e diagnóstico da rede municipal.

A moldagem individual é importante porque o objetivo não é fornecer um sapato comum, mas uma peça adaptada. No cuidado do pé diabético, formato, pontos de pressão e necessidade de proteção podem variar de uma pessoa para outra.

O QUE A SEMUSA NÃO INFORMOU

A divulgação não detalhou prazo médio para entrega, quantidade mensal de peças nem número atual de pacientes atendidos pelo serviço.

O que o paciente deve fazer agora

Quem tem diabetes deve procurar a UBS mais próxima para manter consultas e avaliação preventiva em dia. Se a equipe identificar risco para pé diabético e necessidade de proteção terapêutica, o próprio serviço organiza o encaminhamento pela Regulação.

A orientação evita uma interpretação errada de que basta ir buscar o calçado. O benefício existe dentro de um fluxo clínico e regulado, pensado para direcionar a peça a quem realmente apresenta indicação.

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Fonte e estágio da informação: esta matéria usa informações divulgadas pela Semusa em 5 de outubro de 2026. O acesso aos calçados e palmilhas depende de avaliação clínica, encaminhamento pela Regulação do SUS e indicação individual. A Prefeitura não informou prazo médio de entrega nem volume mensal de peças.