
O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou uma cirurgia que permite tratar glaucoma e catarata na mesma intervenção. A decisão consta da Portaria SCTIE/MS nº 57, publicada em 17 de setembro de 2026. O procedimento é direcionado a pacientes com as duas doenças e critérios clínicos específicos, não a todas as pessoas diagnosticadas com glaucoma.
A técnica combina a cirurgia de catarata com um procedimento para facilitar a drenagem do líquido dentro do olho. Embora a incorporação esteja oficializada, a oferta depende de implementação na rede pública. Não há confirmação de que hospitais de Rondônia já realizem essa nova cirurgia combinada.
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Glaucoma e catarata: o que o SUS incorporou
A portaria assinada em 14 de setembro e publicada no Diário Oficial da União no dia 17 autorizou incorporar ao SUS uma cirurgia antiglaucomatosa por via angular realizada durante a operação de catarata. O Ministério da Saúde detalhou a decisão em comunicado de 21 de setembro. Trata-se de uma medida nacional, que ainda precisa ser traduzida em oferta efetiva pelos serviços.
A avaliação passou pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A proposta contempla duas técnicas para tratar glaucoma e catarata, escolhidas conforme avaliação especializada. A publicação da decisão não equivale a abrir inscrições, liberar agendas ou anunciar mutirões.
Quem pode receber a cirurgia de glaucoma e catarata
A Portaria nº 57 abrange pacientes com glaucoma e catarata: o glaucoma deve ser primário de ângulo aberto, com dano inicial ou moderado controlado com colírios, conforme protocolo do Ministério da Saúde. É necessário confirmar as condições simultaneamente; o diagnóstico de uma delas, isoladamente, não satisfaz o recorte da incorporação.
Quem já usa colírios não deve interromper o tratamento por causa da notícia. Combinar procedimentos não representa cura garantida nem dispensa automática de medicamentos; a conduta depende do oftalmologista.
Como funciona a cirurgia combinada no olho
Na operação de glaucoma e catarata, o cristalino opaco é retirado e uma lente intraocular é implantada. Na mesma intervenção, o cirurgião pode realizar goniotomia excisional ou trabeculotomia transluminal para facilitar a saída do líquido do olho e ajudar no controle da pressão intraocular, que é importante no acompanhamento do glaucoma.
A primeira técnica atua na região de drenagem por uma pequena abertura; a segunda utiliza microcateter ou fio cirúrgico no canal natural de drenagem. O Ministério da Saúde apresenta possibilidades de menor invasividade e recuperação, mas o resultado varia por paciente e não pode ser prometido como benefício certo.
Prazo para implementar a nova técnica no SUS
A cirurgia de glaucoma e catarata tem prazo geral de até 180 dias para efetivar a oferta, conforme a decisão publicada em 17 de setembro. Isso não estabelece um dia único de início em todas as unidades de saúde. A disponibilidade dependerá de medidas de implementação e da organização da rede, incluindo aplicação do protocolo clínico.
Também não há, no comunicado consultado, balanço de cirurgias realizadas com a técnica recém-incorporada, estimativa de pacientes de Rondônia contemplados ou comprovação de redução da fila. Esses resultados exigirão dados posteriores de execução.

Rondônia: incorporação nacional ainda sem oferta local confirmada
Por ser uma medida nacional, a incorporação interessa aos pacientes do SUS em Rondônia, mas não autoriza afirmar que o procedimento já esteja disponível no estado. Ainda não foi identificado anúncio oficial que relacione hospitais rondonienses à execução dessa técnica específica ou informe quando ela começará a ser oferecida.
Em setembro, outro anúncio federal previu 4 mil procedimentos do SUS em Ji-Paraná. Esse compromisso não especificou a nova operação de glaucoma e catarata e não deve ser usado como prova de sua implantação. O volume anunciado refere-se a outra oferta de cuidados, com escopo próprio.
Como o paciente deve acompanhar a indicação e a oferta
Quem está em acompanhamento para glaucoma e catarata deve conversar com a equipe de oftalmologia sobre as opções apropriadas. A decisão sobre cirurgia depende de avaliação individual e do protocolo vigente; a notícia não cria um sistema de inscrição nem autoriza procurar um hospital específico para esse procedimento.
O leitor pode consultar a nota do Ministério da Saúde, o registro da Portaria nº 57 divulgado pelo Conass e as atualizações da Conitec. Para entender a rede estadual de atendimento, veja também a reportagem sobre médicos especialistas em Rondônia e a matéria sobre consultas oftalmológicas em ação municipal anterior, que não têm relação comprovada com a nova cirurgia.
Notícias sobre saúde, acesso ao SUS e serviços em Rondônia.































