
A NASA lançou neste domingo (30) o telescópio Roman da NASA, novo observatório criado para investigar energia escura, matéria escura, exoplanetas e bilhões de objetos cósmicos. O Nancy Grace Roman Space Telescope decolou às 7h26 no horário EDT — também 7h26 em Rondônia e no Amazonas — em um foguete SpaceX Falcon Heavy, a partir do Complexo de Lançamento 39A, no Kennedy Space Center, na Flórida.
Os primeiros eventos da missão foram concluídos com sucesso. O observatório separou-se do segundo estágio do foguete, estabeleceu comunicação com as equipes em solo e teve os painéis solares abertos. O Roman agora segue por conta própria em uma viagem de aproximadamente três meses até uma órbita ao redor do ponto de Lagrange Sol-Terra L2.
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Telescópio Roman da NASA já está voando por conta própria
O telescópio Roman da NASA deixou a plataforma a bordo do Falcon Heavy, que executou a sequência inicial conforme o previsto. A NASA informou que começou a receber telemetria sete minutos após o lançamento e que o foguete se separou do Roman cerca de 31 minutos depois da decolagem.
Uma hora e 23 minutos após o lançamento, a equipe confirmou a abertura dos painéis solares e do protetor inferior dos instrumentos. Outros componentes, como a antena de alto ganho e a cobertura de abertura, serão implantados durante os primeiros dias da viagem.
Destino fica a cerca de 1 milhão de milhas da Terra
O telescópio Roman da NASA segue para uma órbita ao redor do ponto de Lagrange Sol-Terra L2, localizado a aproximadamente 1 milhão de milhas da Terra. O trajeto e o comissionamento devem durar cerca de três meses.
Nesse período, a missão fará implantações, ativações, correções de trajetória, calibrações e testes. Isso significa que o Roman ainda não entrou em operação científica completa e ainda não produziu suas primeiras imagens científicas.

Campo de visão é 100 vezes maior que o do Hubble
O telescópio Roman da NASA e o Hubble têm espelhos principais do mesmo tamanho: 2,4 metros. A diferença está na área do céu registrada em cada observação. Segundo a NASA, as imagens do Roman terão resolução semelhante à do Hubble no infravermelho, mas cada exposição poderá cobrir uma região do céu pelo menos 100 vezes maior.
A agência afirma também que o novo observatório foi projetado para fazer grandes levantamentos do universo até 1.000 vezes mais rapidamente que o Hubble. Essa comparação se refere à velocidade de levantamento do céu, e não à velocidade de processamento de cada imagem ou à qualidade óptica do telescópio.
Espelho principal: 2,4 m em ambos
Campo de visão: Roman cobre pelo menos 100 vezes mais céu por imagem
WFI: câmera infravermelha de aproximadamente 300 megapixels
Levantamentos: Roman foi projetado para mapear grandes áreas até 1.000 vezes mais rapidamente
Roman vai investigar matéria escura, energia escura e exoplanetas
O telescópio Roman da NASA foi desenhado para estudar algumas das maiores questões da cosmologia moderna. Entre os alvos estão a energia escura, a matéria escura, a estrutura e a evolução do universo, além de galáxias, estrelas, buracos negros e eventos transitórios.
O Coronagraph Instrument será usado como demonstração tecnológica. Ele foi desenvolvido para bloquear a luz de estrelas e testar técnicas de alto contraste capazes de observar diretamente planetas gigantes próximos. A NASA destaca que a tecnologia poderá ajudar futuras missões, mas não afirma que o Roman fotografará uma segunda Terra.
Missão poderá encontrar milhares de mundos por métodos diferentes
A NASA estima que o telescópio Roman da NASA poderá encontrar mais de mil exoplanetas por microlente gravitacional. Esse método detecta mudanças temporárias no brilho quando a gravidade de um objeto em primeiro plano amplia a luz de uma estrela mais distante.
O mesmo conjunto de dados também poderá revelar aproximadamente 100 mil exoplanetas por trânsitos, quando planetas passam diante de suas estrelas e provocam pequenas reduções periódicas no brilho. Esses números são estimativas de métodos diferentes e não devem ser somados como se fossem uma contagem única garantida.
Primeiras imagens são esperadas para o início de 2027
A NASA espera divulgar as primeiras imagens do Roman no início de 2027, depois do comissionamento e das calibrações. A missão não começou suas observações científicas completas e ainda não fez descobertas de exoplanetas.
Quando estiver em operação, o telescópio Roman da NASA deverá enviar cerca de 1,4 terabyte de dados por dia, a maior taxa diária já prevista para uma missão de astrofísica da agência. A análise desse volume envolverá cientistas, inteligência artificial, aprendizado de máquina e projetos de ciência cidadã.
Fontes: NASA — comunicado pós-lançamento; NASA Science — atualizações do lançamento; NASA Science — missão Roman; e NASA Science — comparação Roman e Hubble.































