Os eleitos por Rondônia para o Congresso Nacional em 2026 já estão definidos. O estado escolheu neste domingo, 4 de outubro, dois senadores e oito deputados federais, que assumirão os mandatos a partir de 2027.
Fernando Máximo e Bruno Scheid conquistaram as duas vagas em disputa no Senado. Para a Câmara dos Deputados, oito nomes de quatro partidos formarão a nova bancada federal. As duas eleições seguem regras diferentes: senador é escolhido pelo sistema majoritário; deputado federal, pelo sistema proporcional.
Os dois senadores eleitos por Rondônia
Dr. Fernando Máximo, do PL, terminou a disputa pelo Senado com 570.799 votos, equivalentes a 31,97%. Bruno Scheid, também do PL, recebeu 474.226 votos, ou 26,56%, ficando com a segunda vaga disponível.
Sílvia Cristina, do PP, terminou em terceiro lugar, com 304.061 votos (17,03%), e não foi eleita.
Em 2026, Rondônia tinha duas cadeiras do Senado em disputa, e não as três vagas do estado. Isso ocorre porque os mandatos dos senadores duram oito anos e a renovação das cadeiras é alternada.
Fernando Máximo e Bruno Scheid assumem em fevereiro de 2027 para mandatos de oito anos.
Os oito deputados federais eleitos
A nova bancada de Rondônia na Câmara terá oito parlamentares. A lista abaixo organiza os eleitos por Rondônia pela votação individual registrada na apuração; a eleição para deputado federal, porém, é definida pelo sistema proporcional.
Dos oito deputados federais eleitos, cinco foram reeleitos e três são mulheres. Os mandatos na Câmara têm duração de quatro anos.
Como ficaram as oito cadeiras da Câmara por partido
Entre os eleitos por Rondônia para a Câmara, o PL conquistou três cadeiras. União e Podemos ficaram com duas vagas cada, enquanto o PSD obteve uma.
A distribuição mostra apenas quantas vagas cada partido conquistou. Ela não indica, por si só, alinhamento futuro, formação de bloco ou posição conjunta dos parlamentares.
Como ficará o Senado de Rondônia em 2027
Fernando Máximo e Bruno Scheid passarão a representar Rondônia ao lado de Jaime Bagattoli, também do PL. Bagattoli foi eleito em 2022 e tem mandato de 2023 a 2031.
Quando os dois novos senadores tomarem posse, as três cadeiras de Rondônia no Senado estarão ocupadas por parlamentares filiados ao PL. O dado descreve a composição institucional resultante dos ciclos eleitorais de 2022 e 2026, sem indicar posicionamento conjunto ou desempenho futuro.
Senado é majoritário; Câmara usa sistema proporcional
O resultado ajuda a entender por que não se deve comparar diretamente a lista de senadores com a de deputados federais.
Para o Senado, vale o sistema majoritário. Como duas vagas estavam em disputa em Rondônia, os dois candidatos com maior votação ficaram com os mandatos. Nesse caso, não é necessário obter mais de 50% dos votos para ser eleito.
Na eleição para deputado federal, a lógica é diferente. O Brasil utiliza o sistema proporcional, em que a distribuição das cadeiras considera os votos recebidos pelos candidatos e também o desempenho dos partidos ou federações.
Por isso, estar entre os oito candidatos individualmente mais votados não garante, sozinho, uma vaga. A quantidade de cadeiras conquistadas por cada legenda ou federação também faz parte da definição do resultado.
O AgoraRO já explicou como funciona o voto para senador e deputado, inclusive a diferença entre os sistemas majoritário e proporcional.
Somados, os dois senadores e os oito deputados federais formam os dez nomes escolhidos em 2026 para a representação de Rondônia no Congresso Nacional. Os senadores terão mandatos de oito anos e os deputados federais, de quatro.
Para relembrar como o eleitor chegou a esse resultado, o AgoraRO também publicou o guia sobre os seis votos das Eleições 2026 em Rondônia e a explicação sobre o horário de votação no estado.





























